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Moratória de caça às baleias em discussão no Alasca

Moratória de caça às baleias em discussão no Alasca
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O futuro de uma moratória sobre a caça à baleia, em vigor há 21 anos, vai ser o principal tema da reunião da CBI, Comissão Baleeira Internacional, que tem início esta segunda-feira, no Alasca. Um grupo de países liderados pelo Japão pretende o fim da interdição da caça aos cetáceos. As organizações ecológicas estão inquietas.

“Durante vinte anos a nossa associação trabalha para proteger baleias e assegurar benefícios para animais e pessoas. Mas não podemos fazer isto sozinhos, precisamos de uma acção global neste momento crucial”, disse John Singh do Fundo Internacional para o Bem-estar Animal.

Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha lideram as nações opositoras à caça à baleia. Na última reunião da CBI, o Japão apelou a estes países para que debatam o assunto.

“Neste momento a CBI não funciona como uma organização gestora de recursos. Significa que não temos um fórum de discussão de gestão de recursos apropriado. Temos que o ter o mais rápido possível”, referiu Hideki Moronuki, dirigente da Agência de Pescas do Japão.

Os peritos referem que o país do “sol nascente” captura anualmente mais de 1200 baleias ao abrigo da cláusula da moratória que autoriza a captura destes animais para fins científicos. Tóquio insiste que a caça à baleia faz parte da cultura japonesa.

Países europeus como a Noruega e a Islândia, que caçam anualmente cerca de 600 espécimes, também apoiam o fim da moratória. Para que isso aconteça, três quartos dos 75 países que compõem a CBI terão que votar a favor.