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Moscovo quer debate acerca do Tratado sobre Forças Convencionais na Europa

Moscovo quer debate acerca do Tratado sobre Forças Convencionais na Europa
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A Rússia apelou hoje a uma conferência urgente para debater o Tratado sobre Forças Convencionais na Europa, proposta de 12 a 15 de Junho em Viena.

O texto limita o número e localização de armas não-nucleares entre o Atlântico e os montes Urais, na Rússia ocidental, incluindo tanques, artilharia pesada, aviões e helicópteros.

O Kremlin ameaça suspender a aplicação do Tratado assinado em 1990 e actualizado em 1999. Moscovo acusa vários membros da NATO de não respeitarem nem ratificarem o texto.

No último discurso à nação, há um mês, Vladimir Putin disse que “novos membros, como a Eslováquia e Estados Bálticos, apesar de acordos prévios com a Aliança, não aderiram ao tratado, o que cria um perigo com consequências imprevisíveis”. O presidente russo afirma que é “por esse motivo que defende uma moratória à implementação do texto por parte da Rússia”.

Putin ligou a decisão ao projecto norte-americano para a instalação de um escudo de defesa anti-míssil em território europeu.

Os Estados Unidos pretendem instalar armamento de intercepção de mísseis na Polónia e um radar de detecção de projécteis na República Checa. Planos que, desde o início, contaram com uma forte oposição por parte do Kremlin.