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Estratégia face às alterações climáticas divide G8

Estratégia face às alterações climáticas divide G8
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As alterações climáticas são o tema mais sensível da cimeira do G8 que começou ontem em Heiligendamm, no norte da Alemanha. Os líderes dos sete países mais industrializados e a Rússia não se entendem sobre a estratégia a seguir para travar o aquecimento global e a poluição.

Os Estados Unidos já fizeram saber que o comunicado final da cimeira não fará menção a um objectivo global de redução das emissões de gases com efeito de estufa, como defende a chanceller Angela Merkel, anfitriã do encontro. O Canadá e a Austrália alinham com a estratégia americana. George W. Bush quer discutir o problema fora do quadro da ONU, sentando à mesa países como a India e a China que em 2009 será a nação mais poluidora do planeta.

Apesar das divergências, Angela Merkel mostra-se optimista. “Ainda estamos a negociar o texto. Mas acredito que chegámos a um ponto em que ninguém pode evitar a questão climática e em que a necessidade deste processo é indiscutível”, afirmou a chanceler alemã.

A questão ambiental assume este ano uma importância acrescida face à aproximação das negociações para renovar o protocolo de Kyoto. Noutra frente, Merkel recebeu várias estrelas da música que lutam para erradicar a pobreza em África. Mas, um porta-voz do Data, grupo co-fundado por Bono, mostrou-se céptico quanto ao real empenhamento dos países ricos na ajuda a África.