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Alusões polacas ao passado nazista da Alemanha provocam reacções

Alusões polacas ao passado nazista da Alemanha provocam reacções
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O argumento do nazismo, usado pela Polónia, provocou reacções um pouco por toda a Europa, nos ‘media’, na rua e nas instituições políticas. Na terça-feira, o primeiro-ministro polaco afirmara, numa rádio que, “sem a Segunda Guerra Mundial, a Polónia teria agora 66 milhões de habitantes”, em vez dos actuais 38, justificando, assim, a exigência de um sistema de voto menos dependente do peso da população.

O primeiro-ministro, Jaroslaw Kaczyski, defendeu-se, esta sexta-feira. O gémeo do presidente Lech diz não se lembrar de ter feito tais declarações, mas deitou ainda mais achas na fogueira ao acrescentar: “No entanto, é verdade”. Uma verdade que, para o primeiro-ministro húngaro, deve servir apenas para tirar lições para o futuro. Ferenc Gyurcsany defende que “é preciso evitar a impressão de que o acordo sobre o tratado seria uma espécie de compensação histórica.”

A Alemanha, por seu lado, não quer alimentar polémicas. O presidente do Parlamento Europeu, o alemão Hans-Gert Poettering foi lacónico: “Estou muito triste com os comentários que Varsóvia fez sobre a história europeia. Estou muito triste.”