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Presidente brasileiro defende biocombustíveis em Bruxelas

Presidente brasileiro defende biocombustíveis em Bruxelas
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Lula da Silva foi o convidado de honra de conferência internacional sobre os biocombustíveis. O presidente brasileiro, presente em Bruxelas, ao lado do seu homólogo da Comissão Europeia, Durão Barroso, louvou as vantagens desta energia.

O Brasil, recorde-se, é o maior produtor mundial de etanol. Graças a esta tecnologia, conseguiu reduzir em 40% o consumo e a importação de combustíveis fósseis.

Para Lula da Silva, os biocombustíveis podem mesmo pôr fim ao actual oligopólio dos produtores de petróleo: “Vinte países produzem energia para aproximadamente 200 países. Com a adopção dos biocombustíveis, mais de 100 países poderão produzir energia, democratizando o seu acesso.” Lula explicou ainda que o desenvolvimento de biocombustíveis cria empregos e reduz o êxodo rural.

Mas a comissária das Relações Externas, alerta: a produção terá de ser muito bem gerida, sob risco de aumentar as emissões de gás com efeito de estufa, em vez de reduzi-las. “Se gerirmos bem a situação no que respeita aos países em desenvolvimento, por exemplo, se tentarmos abrir os nossos mercados, e se eles tiverem a oportunidade de alargar a produção agrícola, eles irão beneficiar com isso”, explica a comissária.

A União Europeia comprometeu-se a consumir 10% de biocombustíveis, até 2020. Mas os especialistas garantem que a biomassa é apenas uma parte da solução: não é previsível que ela possa responder por mais do que 10% de toda a energia de que o mundo precisa.