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Filho de Khadafi diz que existiram contrapartidas pela libertação de pessoal médico

Filho de Khadafi diz que existiram contrapartidas pela libertação de pessoal médico
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Um contrato de armamento com a França e um acordo com o Reino Unido acerca de um ex-agente secreto líbio. Em entrevista a um jornal francês, um dos filhos do presidente da Líbia diz que estes foram elementos essenciais das negociações para a libertação das enfermeiras búlgaras e do médico de origem palestiniana. Muhammar Kadhafi e Nicolas Sarkozy concluiram a 25 de Julho – um dia depois da libertação – um acordo para o fornecimento de um reactor nuclear civil à Líbia. Mas Seif el-Islam Kadhafi diz que a peça central é um negócio militar que inclui exercícios conjuntos e a compra de mísseis anti-tanque à França. O presidente francês reagiu às declarações do filho do chefe de Estado líbio, negando categoricamente a existência de contrapartidas para a libertação dos profissionais de saúde.

Mas a polémica não se fica por aqui. O filho do coronel Kadhafi diz ainda que a Líbia terá em breve um acordo com o Reino Unido para a extradição do ex-agente secreto condenado pelo envolvimento no atentado de Lockerbie, na Escócia, que fez 270 mortos em 1988. O líbio Abdel Basset Ali al-Megrahi encontra-se a cumprir prisão perpétua na Grã-Bretanha. Londres também nega qualquer ligação com a libertação das enfermeiras e do médico, que chegaram a Sófia a 24 de Julho após vários anos de cativeiro na Líbia. Os profissionais de saúde tinham sido condenados pela alegada infecção de mais de quatrocentas crianças líbias com o vírus da Sida. As circunstâncias da sua libertação prometem ainda dar que falar.