Última hora
This content is not available in your region

Flamengos aproveitam falta de governo belga há três meses para proporem independência

Flamengos aproveitam falta de governo belga há três meses para proporem independência
Tamanho do texto Aa Aa

A crise política na Bélgica, que está sem governo há três meses, levou os deputados extremistas flamengos a propôr a independência da Flandres, através da realização de um referendo. O vazio de poder provocado pela falta de entendimento entre francófonos e flamengos para a formação do executivo empurrou o líder do Vlaams Belang, o partido Interesse Flamengo, a propôr o modelo de autonomia catalão, com vista à criação de um Estado independente.

Filip Dewinter, chefe do Vlaams Belang, considera que neste momento já nada é possível fazer na Bélgica. A crise política já dura há 92 dias. Dewinter queixa-se que os Valões não querem aceitar as propostas da maioria flamenga e do governo flamengo, por isso vão decidir por eles próprios. O parlamento e o governo flamengos vão declarar independência.

Mas as coisas não são assim tão simples. Os deputados radicais pediram um debate de urgência sobre a questão mas os colegas dos restantes partidos não se mostraram coniventes com a ideia. A proposta de referendo foi rejeitada pela maioria parlamentar.

Um elemento da Associação Patriótica para a Unidade da Bélgica assegura que a maioria dos belgas, de norte a sul do país, são a favor do país unido. E considera que os partidos extremistas só vivem para explorar o conflito

A crise começou com as legislativas de 10 de Junho, ganhas pelos democratas-cristãos flamengos. O líder Yves Leterme não conseguiu formar uma coligação para governar. Os francófonos acusam-no de querer diminuir a unidade do Estado, ao pretender reforçar os poderes dos governos regionais da Frandres, da Valónia e de Bruxelas.