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Cimeira entre Coreias termina com declaração de intenções de paz

Cimeira entre Coreias termina com declaração de intenções de paz
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Como manda a tradição, Pyongyang vestiu-se a rigor para dizer adeus ao presidente sul-coreano. Roh Moo-hyun deixa a parte norte da península com o sentimento de dever cumprido.

Ao fim de uma cimeira de três dias, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-il, e o seu homólogo sul-coreano assinaram uma declaração de oito pontos para o “desenvolvimento das relações entre o Norte e o Sul, a paz e a prosperidade”.

Na declaração, os dois países tecnicamente em guerra desde 1953, concordaram com a criação de uma “zona de paz” na linha fronteiriça do Mar Ocidental, onde no passado ocorreram confrontos entre norte e sul, e a realização de reuniões em Novembro entre os respectivos primeiros-ministros e ministros da Defesa.

Para celebrar os avanços diplomáticos, Kim Jong-il organizou um banquete e aproveitou para desmentir todos os rumores que dizem que sofrem de diabetes e de problemas cardíacos.

Na declaração os dois líderes comprometeram-se a promover “uma reunião entre três ou quatro líderes dos países implicados directamente na Península” para acabar com o “actual regime de armistício” e substituí-lo “por um sistema de paz”.

O tratado de paz necessitará do envolvimento dos Estados Unidos e da China, países que participaram na Guerra da Coreia.

Na declaração de Pyongyang, Roh e Kim assinalam ainda que a Coreia do Sul capitalista e a Coreia do Norte comunista respeitarão os respectivos
sistemas políticos e procurarão promover a cooperação económica.

Este é um dos pontos que mais agitação tem provocado no sul, onde todos os dias dezenas e por vezes centenas de manifestantes exigem o fim do regime de Kim Jong-il.