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Lagardère desmente más intenções

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Arnaud Lagardère não sabia mais nem menos que o governo francês, acerca dos atrasos nas entregas do Airbus A380. Foi assim que se defendeu o patrão do grupo Lagardère, principal accioniosta francês da EADS, a par do Estado.

Lagardère rejeitou as suspeitas de uso de informação privilegiada, ao falar perante uma comissão parlamentar: “Compreendo as preocupações de certos trabalhadores, nomeadamente da Airbus. Compreendo também a indignação das pessoas e quero dizer-lhes, diante de vós e neste lugar emblemático da democracia do nosso país, que o accionista Lagardère não as traiu”.

A autoridade francesa dos mercados financeiros (AMF) está a investigar um conjunto de dirigentes e ex-dirigentes, tal como accionistas da EADS, que venderam acções, em 2005 e 2006, antes de serem públicos todos os problemas relacionados com os atrasos no programa do A380.

A Lagardère, tal como o Estado francês, desfez-se de uma fatia importante quando os problemas eram já conhecidos, mas antes de ser anunciado um segundo atraso, que originou um tombo a pique na cotação dos títulos da EADS, na primavera do ano passado.