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Cuidados de saúde possíveis em toda a Europa

Cuidados de saúde possíveis em toda a Europa
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Os cuidados de saúde transfronteiriços têm que se tornar moeda corrente na União Europeia. Para isso, a Comissão Europeia prepara um texto de directiva – a apresentar no próximo dia 5 de Dezembro – onde se definem as normas para os tratamentos e reembolsos dos pacientes, qualquer que seja o Estado membro em que decidam tratar-se.

O comissário Markos Kyprianou visitou uma clínica na Holanda que presta cuidados de saúde transfronteiriços. “Sobre esta matéria é muito claro. Precisamos de certezas legais para todos os intervenientes para saberem onde e como os direitos são exercidos. Depois temos outras questões: a informação aos pacientes, para que saibam o que têm o direito de fazer e também o enquadramento legal dos profissionais e os possiveis reembolsos”, afirmou.

Os tratamentos médicos fora das fronteiras nacionais não ultrapassam 1% neste momento na União. A Comissão Europeia considera esta taxa muito baixa, porque a mobilidade significa também a cooperação entre as diversas especialidades na Europa.

O dr. Michael Jacobs é cirurgião cardíaco na Holanda, mas costuma ocupar-se de pacientes em Aachen, na Alemanha:
“A possibilidade de viagem dos pacientes vai aumentar com a directiva que estabeleça as normas logísticas, os reembolsos e a forma como conduzir os processos de maneira a que não tenham que esperar durante semanas antes de saberem o que podem fazer e onde podem ir”.

Joseph Caruana é maltez e foi submetido a uma operação no hospital Maastricht por causa de um aneurisma na aorta. O governo de Malta rejeita-lhe o reembolso dos 40 mil euros que dispendeu.

“A directiva fará uma grande diferença, porque evita todos os receios e apreensões que tive para salvar a minha vida, com o pagamento de uma grande quantia de dinheiro que não tinha para uma cirurgia tão complicada. Isto vai faciltar a vida às pessoas”, defende.

Cooperação entre serviços de saúde de estados diferentes para melhorar os cuidados de saúde e facilitar a vida aos pacientes, um projecto de directiva para alargar aos Vinte e Sete aquilo que já se faz na Peninsula Ibérica, entre os sistemas de saúde de Portugal e de Espanha.