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Itália em choque procura soluções para acabar com violência no futebol

Itália em choque procura soluções para acabar com violência no futebol
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A Itália está em choque e interroga-se como pode acabar com a violência no futebol após a morte de um adepto por um polícia e cenas de guerrilha urbana.

As homenagens e mensagens de cólera amontoavam-se esta segunda-feira na loja da família de Gabriele Sandri, disco-jockey adepto da Lazio de Roma, com 28 anos. A imprensa italiana apresenta a violência como um assunto nacional urgente.

O jovem adepto foi morto na área de serviço de Arezzo, na Toscana. O polícia que disparou o tiro fatal diz que foi um acidente, mas já foi acusado de homicídio por imprudência. A acusação pode ser agravada, pois as investigações prosseguem e a versão do agente é desmentida por uma testemunha.

O caso obrigou as autoridades políticas, policiais e desportivas a reunirem-se de emergência. A ministra do Desporto pede a suspensão do campeonato por várias semanas, mas, por agora, foi apenas decidido a interdição de deslocação dos adeptos violentos e um reforço do controlo sobre a venda de bilhetes e no acesso aos estádios. O ministro do Interior prepara-se para enfrentar o parlamento.

No domingo, a notícia da morte de Sandri originou verdadeiras cenas de guerrilha urbana. Só em Roma, os confrontos entre jovens adeptos radicais e polícia fizeram 40 feridos e provocaram mais de cem mil euros de danos materiais. Os alvos foram o Comité Olímpico italiano, veículos e edifícios policiais.

Nove meses após a morte de um polícia no final de um jogo na Sicília, o que levou a um reforço das medidas de segurança, o futebol italiano volta a fazer face ao fenómeno de violência. Alguns jornais evocam o mundo obscuro que mina o Calcio, acentuado pelas rivalidades regionais e políticas.

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