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África do Sul quer reforçar estatuto de potência regional

África do Sul quer reforçar estatuto de potência regional
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A África do Sul pretende reforçar o seu papel de potência regional no continente africano. O seu poder económico permite-lhe assinar acordos de parceria com grandes potências mundiais, como a União Europeia. No entanto, este tipo de acordo não agrada a todos os actores da economia sul-africana.

Os agricultores sul-africanos exigem taxas aduaneiras mais elevadas par se protegerem dos mercados mundiais. Uma exigência justificada com o facto de os preços dos produtos agrícolas europeus serem mais baratos devidos aos subsídios atribuídos aos agricultores do velho continente.

No entanto, o governo sul-africano quer ter o estatuto de país emergente tal como o Brasil, a Índia, ou a China. Tom Wheeler, do Instituto Sul-Africano para a Política Externa, considera que “deveria haver uma parceria entre África e o mundo industrializado. Desta forma, o mundo industrializado poderá ajudar África a reduzir a pobreza extrema que existe em numeroso países.”

No entanto, também há quem não esteja de acordo com este tipo de parceria. Muitas organizações não-governamentais afirmam mesmo que esta cimeira UE-África vai desiludir os africanos. Mouhamet Lamine Ndiyae opõe-se às intenções sul-africanas e considera que “os agricultores e os industriais lançaram um apelo para que os chefes de Estado não assinem, para já, este tipo de acordo de parceria com a Europa.”

Com ou sem acordo, o governo de Pretória tem de combater a pobreza enquanto tenta colocar o país num patamar superior a nível internacional. A África do Sul é o primeiro país africano a organizar um campeonato do mundo. É já em 2010. Dois anos e meio para demonstrar todo o seu potencial.

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