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Violência abranda em Nairobi

Violência abranda em Nairobi
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A União africana está a preparar uma missão diplomática para mediar o conflito no Quénia. Os Estados Unidos e a antiga potência colonial do país, a Grá-Bretanha, apelaram ao diálogo e à calma entre facções.

Após quatro dias de violência e centenas de mortes, os motins parecem ter acalmado, sobretudo em Nairobi, depois da intervenção policial. Os confrontos inter-tribais gerados pelos resultados das legislativas de 27 de Dezembro foram mais intensos na zona Oeste do país, bastião da oposição.

O líder Raila Odinga diz que não quer dialogar com o presidente: “Com certeza que o que está a acontecer é genocídio em grande escala. Porque estamos a ver as forças de segurança do senhor Kibaki a disparar sobre civis inocentes que estavam apenas a exprimir o seu direito democrático de protesto contra eleições fraudulentas”,. afirmou o chefe de Estado.

A União Europeia confirmou através de uma missão africana terem existido irregularidades. Mas o poder instalado diz que o escrutínio é legítimo.

Segundo um membro do PNU, partido do Governo, “em primeiro lugar, e acima de tudo, as eleições terminaram e a nossa constituição diz que, assim que a Comissão Eleitoral tiver declarado os resultados, esses resultados têm de ser aceites. Se houver alguma contestação, a forma de a resolver é através de uma petição dirigida ao supremo tribunal”,concluiu.

Grupos defensores dos direitos humanos dizem que desde que começaram os protestos, há seis dias, já morreram pelo menos 300 pessoas. A violência terá obrigado cerca de 100 mil pessoas a fugir, muitas delas procuraram refugio no vizinho Uganda.

O Presidente Mwai Kibaki convidou esta quarta-feira todos os membros do novo parlamento para uma reunião em Nairobi. Um convite a que a oposição queniana não reagiu de imediato.