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Campanha democrata renhida no Estado de New Hampshire

 Campanha democrata renhida no Estado de New Hampshire
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Os dados estão lançados para a corrida democrata à Casa Brança e aceitam-se apostas…o resultado está muito longe do que se previa, à partida. O Benjamim Barak Obama, depois da vitória no Iowa, continua à frente nas sondagens para as primárias.

Hillary Clinton joga a cartada da personificação da mudança , defende aquilo em que acredita com firmeza ou um sorriso caloroso.

O analista Dante Scala, explica que, neste Estado do New Hampshire, as mulheres com formação superior constituem a maior parte do eleitorado indeciso. Clinton tem de encontrar a maneira de sensibilizar esse eleitorado, dizer que pode ser um momento histórico para as mulheres o facto de ela conseguir ser nomeada, levantar suspeitas sobre Barak Obama ou insegurança sobre a sua personagem”.
O jovem senador do Illinois não parece estar preocupado com os ataques fraticidas da rival. Aos 46 anos, de raça negra, também é o espelho da diferença e compreendeu que os americanos estão ansiosos por serem representados por alguém diferente. Repetir, vezes sem conta, as razões para mudar tudo, principalmente aos jovens que estão desiludidos com a política, parece dar resultados.
E Hillary teme o adversário. Tanto que acabou por perder a paciência no último debate entre democratas. Obama estava calmo e demonstrou
“fair play”.
“Quero mudar as coisas mas já fiz parte dessas mudanças. Não estou a candidatar-me, apenas, com a promessa de mudar, estou a fazê-lo com base em 35 anos de trabalho”.
Obama não resistiu e chamou-lhe a atenção:
“Toda a gente tem grandes qualificações e fez óptimas coisas, mas acho que é importante não se distorcerem os records dos outros”.
Hillary tenta atacar, mas é o adversário John Edwards que responde:
“Acredito profundamente na mudança, acredito nas mudanças no geral. E em, qualquer lugar a senhora está a lutar por isso. Não assisti a esse tipo de ataques por parte da Senadora Clinton, enquanto tal. E agora que já não é. ouvimos isso.”
John Edwars mostrou o seu próprio jogo. Em caso de fracasso pessoal, vai apoiar Obama, o que torna ainda mais difícil a campanha de Clinton. Resta apenas uma evidênciaa: Edwards não é negro nem mulher. Será que a América profunda quer mesmo eleger um democrata diferente? Aceitam-se apostas.