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Novel Carta Islâmica apela ao respeito dos valores da Europa

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Novel Carta Islâmica apela ao respeito dos valores da Europa

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Os muçulmanos devem caminhar para uma “integração positiva” na sociedade europeia. Este é o apelo da novel Carta Islâmica Europeia, assinada esta quinta-feira. Composta por 26 pontos, ela incita os muçulmanos à moderação e ao respeito da igualdade entre homens e mulheres, rejeita a violência e o terrorismo e apela ao respeito dos não muçulmanos, nas suas crenças, nos seus valores e nos seus princípios.

A iniciativa partiu da Federação das Organizações Islâmicas da Europa porque certos islamitas compreendem mal o Islão, como explica Shakib Benmakhulf, presidente da Federação: “O que aconteceu em Madrid, em Londres ou na Holanda demonstra que é preciso fazer algo que faça parar aqueles que compreendem mal o Islão e que cometem estes actos.”

A Federação, sediada em Bruxelas, garante que mais de 400 grupos islâmicos de 28 países europeus assinaram a carta, que funciona como um código de boa conduta.

Mas Brigitte Maréchal, investigadora da Universidade Católica de Lovaina, tem certas reticências: “A única questão que se coloca, para mim, é o facto de que a Federação das Organizações Islâmicas da Europa se afirma na cena europeia enquanto instância que representa os muçulmanos da Europa. É uma maneira de dizerem ‘somos importantes, representamos um certo número de organizações, estamos aqui’.”

Estima-se que vivam, na Europa, entre 15 a 20 milhões de muçulmanos. Mesmo que os objectivos desta Carta sejam puramente políticos, ela tem o mérito de defender os valores fundamentais da Europa. Embora seja difícil ou mesmo impossível medir, um dia, o seu impacto real nas práticas dos fiéis.