Última hora
This content is not available in your region

Salão de Detroit mostra indústria automóvel dos EUA

 Salão de Detroit mostra indústria automóvel dos EUA
Tamanho do texto Aa Aa

Os cowboys e o Rock and Roll não faltaram à abertura do salão de Detroit, grande montra da indústria automóvel norte-americana. Se os vaqueiros deixaram os cavalos pelas pick-ups, como a nova versão da Doge Ram aqui apresentada, a verdade é que as vendas de todos os fabricantes dos Estados Unidos têm vindo a caír e as previsões económicas para este ano não ajudam muito.

As três grandes – Chrysler, Ford e General Motors, enfrentam há vários anos uma cada vez maior concorrência das marcas asiáticas. As perspectivas pioraram com a recente crise do sector financeiro.

Mesmo assim, George Pipas, consultor da Ford está optimista: “No que toca às pick-ups, é preciso ter alguma cautela, porque a situação do sector imobiliário não deve melhorar tão rapidamente assim. Por isso, não devemos esperar uma grande ajuda da ecomomia. No entanto, o produto deve ser bem recebido no mercado”

No ano passado, a venda de carros nos Estados Unidos caíu 2,5%, para pouco mais de 16 milhões de exemplares vendidos. As previsões para este ano apontam para outra queda – as vendas podem ser de 15 milhões e meio.

Tal como tem vindo a acontecer nos salões do género, um pouco por todo o mundo, também aqui a ecologia foi um ponto importante, com vários fabricantes a apostarem nos motores híbridos ou economizadores de combustível.

Até a Ferrari, pouco conhecida pelas virtudes ecológicas, apresentou uma versão do Spider movida a biocombustível.

Se as marcas americanas devem continuar a perder público, as marcas asiáticas e europeias prevêem vendas em alta.

Entre as fabricantes europeias, são as marcas topo de gama, como a Audi e a BMW, que estão a crescer mais, em termos de sucesso, em terras americanas.