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PM grego na Turquia 49 anos depois

 PM grego na Turquia 49 anos depois
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Foram precisos 49 anos até que um primeiro-ministro grego entrasse em território turco para uma visita oficial. O encontro é por isso considerado histórico. As relações bilaterais melhoraram desde 2004, quando o chefe de governo turco Tayyip Reccep Erdogan participou num encontro oficial em Atenas. No plano económico, há parcerias de sucesso. Falta chegar a consensos no plano político.

Desde que a Grécia ganhou a independência em 1832, houve vários períodos de tensão entre os dois países. Pelo menos quatro guerras marcam a história comum dos dois Estados, e cinco diferendos os separam até hoje: a delimitação do espaço aéreo, as águas territoriais, a posse de dois ilhéus inabitados, a definição das plataformas continentais do mar Egeu e a questão que Chipre.

Em 1974, a Turquia invade e ocupa o norte do território em resposta a uma tentativa de golpe em Nicosia. A divisão da ilha entre cipriotas gregos e cipriotas turcos continua até hoje apesar dos esforços das Nações Unidas e da União Europeia.

Continua também sem resolução o destino de uma série de ilhas e ilhéus que a Grécia reclama para si, tendo por base a Convenção de Genebra. Atenas evoca o direito internacional marítimo para reclamar que as águas territoriais se estendem ao longo de 6 a 12 milhas a partir da costa. O mar Egeu tornou-se por isso num imenso lago grego. A Turquia protesta contra a falta de liberdade de circulação na área.

Outro litígio que se mantém em suspenso é o que envolve um ilhéu inabitado. Chama-se Imia, para os gregos, Kardac para os Turcos. Washington foi obrigado a intervir em 1996 para apaziguar um conflito começado pela Turquia ao tentar ocupar o pequeno território onde se pensa haver petróleo. Em Novembro, Atenas e Ancara inauguraram um gasoduto que reforça a posição dos dois Estados ao ligarem um corredor energético, que beneficia a Europa Ocidental.