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Koffi Annan denuncia violações dos direitos do homem no Quénia

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Koffi Annan denuncia violações dos direitos do homem no Quénia

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Os corredores sobrelotados do hospital de Nakuru, no Oeste do Quénia, espelhavam esta manhã a gravidade da violência interétnica dos últimos dias nos subúrbios da cidade. Um novo saldo de vítimas aponta para pelo menos 45 o número de mortos, e mais de uma centena, o de feridos, dos confrontos entre as tribos rivais Kukuyo e Kalenjin. Um conflito inflamado pelo braço-de-ferro entre oposição e presidente em torno dos resultados das eleições de Dezembro, denunciados como fraudulentos.

O antigo-secretário geral da ONU, Koffi Annan, que tenta mediar um acordo entre os dois campos, visitou hoje a zona de Nakuru, o epicentro dos confrontos dos últimos dias: “Vimos abusos graves e sistemáticos dos direitos humanos e é necessário que os factos sejam apurados assim como os responsáveis”, afirmou.

Após o recolher obrigatório desta noite, a violência regressou aos bairros periféricos de Nakuru. Em Githima há registo de casas incendiadas e tiroteiros esporádicos. Desde ontem que os Kikuyo, partidários do presidente, tentam vingar os ataques dos dias anteriores levados a cabo pelos Kalenjin, apoiantes da oposição.

O último esforço de conciliação tinha ontem fracassado. Raila Odinga, líder da oposição recusara o cargo de primeiro-ministro, proposto pelo presidente, exigindo a convocação de imediata de novas eleições.