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Fed e BCE: dois blocos, duas visões

Fed e BCE: dois blocos, duas visões
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Um dia depois da decisão da Reseva Federal (Fed) norte-americana de fazer mais um corte nos juros, os analistas interrogam-se sobre a tendência futura e sobre como vai o Banco Central Europeu (BCE) reagir.

Há poucas semanas, os juros americanos estavam bastante acima dos europeus, mas o organismo dirigido por Ben Bernanke decidiu aplicar um tratamento de choque contra as perspectivas de recessão.

A crise das bolsas causou dois cortes consecutivos, o que deixa a taxa directora nos 3%. Na Zona Euro, o BCE prefere manter a actual taxa nos 4%.

Explica o analista Ara Hovnanian: “É altura de ser agressivo. Há muita disfuncionalidade no mercado e é preciso estabilidade. A Fed tem poder para trazer a estabilidade e a confiança de volta aos mercados”.

Se a Fed prefere a agressividade, já o BCE prefere esperar, até porque juros baixos e inflação andam de mãos dadas e a prioridade, para Jean-Claude Trichet, é a estabilidade dos preços.

Preços que, na Eurozona, não páram de subir. Em Janeiro, a taxa de inflação no grupo de 15 países da moeda única atingiu os 3,2%, um novo recorde de mais de dez anos.

Os analistas tinham previsto uma manutenção nos 3,1%. A taxa afasta-se cada vez mais dos 2% estabelecidos como limite. A próxima reunião do Banco Central Europeu é no dia sete de Fevereiro.