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400 barragens chinesas em "situação perigosa" na sequência do sismo

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400 barragens chinesas em "situação perigosa" na sequência do sismo

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As condições de segurança das barragens hidroeléctricas são a última dor de cabeça das autoridades chinesas, três dias depois do sismo de magnitude 7.9 na escala de Richter.

Pelo menos quatrocentas estruturas afectas a cinco províncias estão em situação considerada perigosa. Juntam-se mais 19 barragens na zona de Chongquing que apresentam sérios problemas de segurança.

As estradas, que há três dias deixaram de o ser, são outro desepero para as autoridades, que precisam abrir as vias de comunicação para resgatar corpos, eventuais sobreviventes, e enviar ajuda humanitária.

É um trabalho moroso, mas o governo garante que não pode ser feito de outra forma.

O vice-ministro dos Transportes explica que as estradas estão no epicentro do sismo, por isso não pode ser utilizado dinamite. Têm estado a ser utilizadas máquinas para arrastar o entulho a pouco e pouco. São as condições que provocam o atraso e não a falta de pessoas a trabalhar.

Os meios de comunicação estatais anunciam a participação de 130 mil soldados e polícias nas operações.

O último balanço dá conta de 19 mil e quinhentos mortos, as próprias autoridades chinesas acreditam que o número de vítimas mortais possa chegar a 50 mil. Cerca de 30 mil pessoas continuam desaparecidas. Qualquer um destes números pode aumentar à medida que se desenrolam as operações de resgate.