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Auxílio estrangeiro entra na Birmânia sem restrições

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Auxílio estrangeiro entra na Birmânia sem restrições

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Um optimismo prudente reina entre as associações humanitárias depois da autorização vinda da junta militar para a entrada sem restrições dos organismos internacionais de auxilio às vítimas do ciclone Nargis. Mas resta saber quem pode entrar até onde podem ir as organizações humanitárias.

A Junta Militar tem, até agora, recusado a entrada livre de auxílio estrangeiro e de peritos para chegarem aos sobreviventes do ciclone. O secretário-geral das Nações Unidas visitou ontem a região para persuadir o regime militar a autorizar um aumento substancial da ajuda humanitária capaz de aliviar as carências dos 2,4 milhões de sobreviventes do ciclone, que causou pelo menos 133.600 mortos e desaparecidos.

Elisabeth Byrs, responsável da ONU pela corrdenação da ajuda internacional alerta para o grande obstáculo que poderá constituir a monção. “A chuva torrencial irá tornar as ruas intransitáveis, por isso temos de pensar na utilização de barcos, é a unica forma de transportar a ajuda a centenas de ilhas naturais e outas criadas pelas inundações”.

Depois de um braço de ferro que durou 3 semanas, o acordo foi conseguido pelo secretário-geral da ONU após uma reunião de mais de 2 horas com o generalíssimo Than Shwe, nº1 da Junta Militar.

Ban Ki-moon sobrevoou ontem durante três horas a área do delta do Irrawaddy, a mais devastada pelo ciclone Nargis em conjunto com os subúrbios da antiga capital, Rangum, e visitou dois campos de deslocados naquela região.