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Ultimato de 24 horas para resolver "guerra do lixo" em Nápoles

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Ultimato de 24 horas para resolver "guerra do lixo" em Nápoles

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As negociações para resolver a crise do lixo em Nápoles mantêm-se num impasse. O governo italiano deu um ultimato de 24 horas aos municípios em redor da cidade para porem fim aos protestos contra a reabertura dos aterros sanitários, que deverão acolher 700 mil toneladas de detritos.

Ontem, à saída de uma reunião com responsáveis do governo, o presidente da câmara de Serre, Palmiro Cornetta, que se recusa a acolher o lixo, sublinhava a necessidade, “de conter os protestos do fim-de-semana para que não degenerem em violência”.

No centro da revolta está o município de Chiaiano, a noroeste de Nápoles, onde a população bloqueia o acesso dos inspectores camarários ao aterro sanitário local.

O governo garante que está pronto a forçar as barreiras, a partir de quarta-feira, para que os responsáveis avaliem a capacidade do aterro para acolher centenas de milhares de toneladas de resíduos.

Os presidentes da Câmara recusam-se a abrir as portas dos aterros sanitários. Desde sexta-feira que as manifestações de populares degeneraram em confrontos com as forças da ordem.

O governo de Silvio Berlusconi aprovou na quarta-feira um plano de urgência para retirar mais de 30 mil toneladas de lixo das ruas da cidade, que prevê a intervenção do exército e penas de prisão para quem tentar bloquear as operações de limpeza.