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Rei Gyanendra sem palácio nem coroa

 Rei Gyanendra sem palácio nem coroa
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O governo nepalês avisou que pode recorrer à força se o rei Gyanendra recusar abandonar a residêncial real após a abolição da monarquia.

Amanhã, a Assembleia constituinte eleita em Abril vai reunir-se para decretar o fim de 239 anos de monarquia, previsto nos acordos de paz concluídos em 2006 com os ex-rebeldes maoístas, pondo fim a uma década de guerra civil.

Muitos nepaleses acreditam que o monarca vai acatar o voto da Assembleia. Gyanendra vive no palácio real em Kathmandu desde que subiu ao trono em 2001.

O governo baniu manifestações junto ao palácio e à sessão inaugural da assembleia, mas tanto maoístas como outras formações políticas pretendem sair à rua para festejar o fim da monarquia.

O antigo líder rebelde Prachanda, dirigente dos maoístas vencedores das legislativas de Abril, deverá dirigir o primeiro executivo da nova República. Os rebeldes maoístas depuseram as armas em 2006 na sequência dos acordos de paz assinados sob a égide das Nações Unidas.

Em Kathmandu, um habitante defende que “um novo Nepal tem de ser sem o rei, que já perdeu o seu estatuto. O povo perdeu a fé no rei”. A transição do Nepal para uma República marca também o fim da última monarquia hindu do Mundo.