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Tribunal Constitucional invalida reforma que permite véu islâmico nas universidades

 Tribunal Constitucional invalida reforma que permite véu islâmico nas universidades
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O Tribunal Constitucional turco pronunciou-se contra o uso do véu islâmico nas universidades.

A mais alta instância judicial turca validou um recurso da oposição contra a emenda constitucional aprovada em Fevereiro pelo Parlamento dominado pelo AKP, formação do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan e do presidente Abdullah Gul.

O veredicto representa um duro golpe para o partido no poder, ameaçado de ilegalização por actividades contrárias à laicidade do Estado.

Setenta e um membros do AKP, incluindo Erdogan e Gul, são visados por um processo que pretende proibi-los de pertencer a uma formação política durante cinco anos.

Antes de conhecer a decisão do Tribunal, o presidente turco dizia que “o debate sobre a metedologia para lidar com a nação pode ser por vezes tenso. É normal, numa sociedade aberta e democrática. Mas a Turquia irá ultrapassá-lo”.

Entre os estudantes universitários as opiniões dividem-se.

Uma jovem defende que quem usa o véu islâmico “deve poder continuar a estudar” e acusa de falta de “abertura de espírito” a quem defende a proibição.

Outra estudante diz que “partindo do princípio do Estado secular, o véu não tem lugar na universidade. É usado como símbolo político e não como liberdade religiosa”. Acrescenta que “como estudante de Direito”, não quer “que seja autorizado nas universidades”.

O fim da proibição era uma das reformas mais emblemáticas no país de maioria muçulmana, onde a laicidade é ferozmente defendida pela elite militar, jurídica e universitária.