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Europa em suspenso com decisão da Irlanda sobre Tratado de Lisboa

 Europa em suspenso com decisão da Irlanda sobre Tratado de Lisboa
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Toda a Europa está hoje de olhos postos nos irlandeses que já começaram a votar em referendo pelo sim ou não ao Tratado de Lisboa. Uma decisão que coloca em causa a entrada em vigor do texto, destinado a reformar as instituições europeias, já que este tem obrigatoriamente de ser aprovado pelos 27 Estados membros.

As últimas sondagens colocam as duas tendências lada a lado. A diferença pode ser feita pelos cerca de 30 por cento de indecisos. E foi a estes que o primeiro ministro Brian Cowen e os partidos maioritários dirigiram os seus apelos até ao último minuto de campanha. Nas localidades mais remotas do país a votação já se faz há três dias. Hoje, as urnas abriram às 7 horas da manhã e só encerram às 22, numa tentativa de combater a abstenção.

Praticamente isolado na luta pelo Não, o Sinn Feinn, que apenas tem quatro lugares no Parlamento, conduziu uma campanha vigorosa, com argumentos quer os opositores acusam de ser falsos. Entre estes inclui-se a possibilidade de uma subida de impostos, o fim da neutralidade militar irlandesa e a obrigação de legalizar o aborto.

Para Gerry Adams, líder do Sinn Fein, a Irlanda tem pouco a ganhar com o novo tratado e deveria voltar a renegociar o texto com os parceiros europeus. Menos de um por cento dos 500 milhões de europeus, cujos parlamentos já aprovaram o tratado, têm assim nas mãos o futuro da União Europeia.