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Boeing ganha batalha contra a Airbus

Boeing ganha batalha  contra a Airbus
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O protesto apresentado pela Boeing contra o contrato assinado entre a Força Aérea dos Estados Unidos e o grupo europeu EADS para o fornecimento de 179 aviões de reabastecimento, levou a comissão do senado que controla a contas públicas a impugnar o acordo.

A senadora Patty Murray comenta assim a decisão: “esta competição fez com que uma decisão errada pudesse ser validada pelo Gouvernement Acountability Office. Isto são boas notícias para os trabalhadores americanos, boas notícias para a segurança nacional e boas notícias para a nossa economia”.

O proteccionismo americano obriga a que o Pentágono volte a abrir as candidautras para o fornecimento de aviões de reabastecimento voltando a pôrr em equação os modelos da Boeing e da Airbus e as respectivas capacidades em termos de combustíveis.

A interrupção do acordo com a Força aérea norte-americana obriga a EADS a rever a sua posição para o mercado da defesa dos Estados Unidos.

O contrato valia 35 mil milhões de dólares – 23 mil milhões de euros – e a construtora europeia tinha previsto instalar uma unidade de produção no Alabama para o fabrico dos aparelhos.

No caso de o contrato vir a ser atribuído à Boeing, estes planos estão comprometidos.

É um duro golpe para a construtora aeronáutica europeia , a braços com o escandalo da venda das acções e com os atrasos sucessivos nas entregas do Airbus A 380. E um golpe rude para as relações comerciais entre os dois lados do atlântico.