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"Ciganos são bode expiatório para insegurança em Itália", diz Comunidade de Santo Egídio

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"Ciganos são bode expiatório para insegurança em Itália", diz Comunidade de Santo Egídio

 "Ciganos são bode expiatório para insegurança em Itália", diz Comunidade de Santo Egídio
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A comunidade cigana na Europa debate-se com inúmeros problemas de exclusão social. O tema não é novo, mas volta a ser objecto de debate, numa altura em que o Conselho da Europa publicou o livro branco sobre o diálogo intercultural.

Um relatório da União Europeia constata que a etnia cigana é a mais discriminada da Europa no que diz respeito a alojamento e educação.

Uma eurodeputada de origem cigana explica que os ciganos na Europa morrem em média 10 anos antes que a restante população. Para além disso enfrentam vários tipos de discriminação, 90 por cento são desempregados. Mas aquilo que é preciso mudar é a mentalidade, estes problemas não são só da população cigana, são questões que dizem respeito à educação, ao desenvolvimento regional, ao desemprego, portanto são questões globais que não se podem resolver à parte em organizações de apoio aos ciganos.

Em Itália, os governantes e alguma população associam o problema da insegurança com o crescimento da comunidade cigana no país. Algo que é estranho num país onde as máfias e o desenvolvimento económico estão de mãos dadas.

O porta-voz da Comunidade de Santo Egídio constata que o relatório coincide com o que se passa em Itália. Nos últimos anos, a situação tem piorado. Não há memória de extermínio de ciganos na segunda guerra mundial e neste momento eles estão a servir de bode expiatório para os problemas sociais, como a insegurança.

A integração dos ciganos é portanto uma prioridade mas o modo como o conseguir permanece uma incógnita. Segundo as organizações contra a discriminação social e racial, a soluções devem partir de um contexto europeu.