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Jornalistas estrangeiros reagem ao discurso de Sarkozy no PE

 Jornalistas estrangeiros reagem ao discurso de Sarkozy no PE
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Foi um Nicolas Sarkozy caloroso e combativo que apresentou no Parlamento Europeu (PE) a prioridades da presidência francesa da União: energia e ambiente, defesa, imigração e política agrícola comum, sem esquecer a necessidade de tirar a Europa da crise aberta com o “não” irlandês ao Tratado de Lisboa.

Mas que impressão causou o presidente francês junto dos jornalistas estrangeiros presentes em Estrasburgo? Muito boa, a crer nas palavras do italiano Lorenzo Consoli, presidente da Associação Internacional da Imprensa:“Pareceu-me convincente. Respondeu a todas as questões que lhe foram colocadas no Parlamento. Aliás, é raro, e o presidente do Parlamento referiu isso mesmo, que um presidente do Conselho Europeu fique até ao final para responder a todos os deputados. É um sinal de grande respeito pelo Parlamento.”

Mesmo se o discurso e a sessão de perguntas dos eurodeputados duraram cerca de quatro horas, o jornalista belga Bernard Bulcke, do jornal De Standaard, não está muito convencido e prefere esperar para ver: “É preciso relativizar um pouco. Lembro-me bem da presidência de Tony Blair e do debate. Também foi muito impressionante, com muitas promessas… Toda a gente esperava qualquer coisa dessa presidência. Mas depois, não se viu nada ou quase nada.”

Mais crítica é a jornalista da agência noticiosa polaca, Inga Czerny, que receia mesmo que a estratégia de Sarkozy leve ao fracasso do Tratado de Lisboa: “O discurso de Sarkozy confirma a sua estratégia. Ele fala com os países grandes, entre os quais coloca a Polónia, e ignora os países pequenos. Não sei se repararam que ele não disse uma única palavra sobre a República Checa, e no entanto, a República Checa ainda não ratificou o Tratado de Lisboa. Sarkozy limitou-se a ignorar a declaração do presidente Vaclav Klaus, que disse que, ‘para a República Checa, o Tratado de Lisboa está morto’.”