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Polícia sérvia da Bósnia barra familiares das vítimas de Srebrenica

 Polícia sérvia da Bósnia barra familiares das vítimas de Srebrenica
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Mães, mulheres, irmãs e filhas das vítimas do pior genocídio na Europa, depois da II guerra mundial, foram impedidas de visitar o local onde os familiares foram chacinados.

A polícia sérvia da Bósnia barrou a passagem de cerca de 100 pessoas que pretendiam deslocar-se ao local do massacre de Srebrenica.

As autoridades alegaram que a presença das mulheres constituía um risco para segurança pois são indesejadas pela população local.

Momentos antes, os peregrinos estiveram numa zona onde cerca de 3 mil homens e rapazes muçulmanos foram reunidos por altura do massacre.

Kada Hotic explica porque seria importante ir ao local do massacre: “possivelmente o meu filho foi assassinado ali, talvez o meu irmão tenha sido morto ali. Não sei, mas as nossas crianças terão sido assassinadas naquele local. Quero ir para relembrar o que se passou, erguer as mãos orar e recordar”.

Srebrenica esteve cercada três anos durante a guerra da bósnia. Meses antes dos acordos de Dayton, que colocaram um termo ao conflito, em 1995, as forças sérvias da Bósnia contornaram a protecção da ONU e chacinaram cerca 8000 mil rapazes e homens.