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Negociações com a OMC anunciam-se difíceis

 Negociações com a OMC anunciam-se difíceis
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Antes da reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), os ministros do comércio da União Europeia tentam pôr-se de acordo, esta sexta-feira, em Bruxelas, no que respeita à questão agrícola.

A tarefa parece difícil. Ninguém quer ceder. Países como a Alemanha defendem os seus interesses industriais, enquanto a França e a Irlanda, por exemplo, não estão dispostos a fazer cedências em matéria agrícola:

O ministro irlandês dos Assuntos Europeus foi dizer aos seus parceiros que “a agricultura é uma indústria importante no seu país e que não pode ser usada como moeda de troca”.

Posição semelhante tem a França que tem acusado o comissário para o Comércio, Peter Mandelson, de ter feito muitas concessões sobre a agricultura, nas negociações com a OMC.

A secretária de Estado para o Comércio Externo do governo de Paris foi dizer a Bruxelas que não se pode ir mais longe… Anne-Marie Idrac, afirmou que:
“Foram esgotadas todas as margem de manobra e não há nada mais a conceder… O assunto continua em discussão, mas não há espaço para concessões”.

Mas os países mais industrializados querem garantir que a Europa não vai poupar esforços para alcançar a maior abertura possível dos mercados dos países emergentes.

Na realidade, o que todos desejam é que a Europa consiga um equilíbrio entre a redução das suas subvenções e direitos aduaneiros para a agricultura e a abertura dos mercados de países emergentes como a Índia e o Brasil aos seus produtos industriais e aos serviços.

A reunião da próxima segunda-feira, em Genebra, é vista como a última oportunidade para que as principais potências comerciais cheguem a acordo no quadro da OMC.