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Reunião do Conselho de Segurança da ONU marcada por clima de "guerra fria"

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Reunião do Conselho de Segurança da ONU marcada por clima de "guerra fria"

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Uma guerra de palavras marcou a reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas este domingo. A troca de acusações entre os embaixadores norte-americano e russo por causa da Geórgia gelaram as relações entre os dois países. O representante norte-americano perguntou se a “Rússia tem como objectivo a mudança de governo na Geórgia”.

O embaixador russo não gostou da provocação e anunciou que já respondeu a essa questão. “Talvez não estivesse a ouvir, talvez não tivesse os auscultadores postos”, respondeu Vitali Churkin.

Washington endureceu o discurso contra Moscovo, num processo que relembra a Guerra Fria. O vice- presidente norte-americano Dick Cheney terá mesmo telefonado ao chefe de Estado georgiano para dizer que a agressão da Rússia não pode ficar sem resposta.

Depois da reunião, o embaixador norte-americano anunciou que “os dias de derrube de líderes por meios militares na Europa acabaram”. E acusa a Rússia de uma “certa nostalgia, que turva o olhar do país”.

Mais uma vez, o representante russo na ONU respondeu ao americano. “A mudança de regime é simplesmente uma invenção americana. Não poderíamos nunca aplicar este tipo de terminologia no nosso pensamento político e com certeza que estamos todos a favor da democracia na Georgia.”

O conselho de segurança da ONU reune-se de novo esta segunda-feira para tentar encontrar uma solução para o conflito no Cáucaso. Esta é a quarta vez em três dias que o Conselho se reúne, sem se aproximar de um consenso.