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Rússia não tem medo de uma "nova Guerra Fria"

 Rússia não tem medo de uma "nova Guerra Fria"
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O presidente russo Dimitri Medvedev diz que não tem medo de uma nova guerra fria.

O reconhecimento da independência da Abcásia e da Ossétia do Sul é mais uma prova de que Moscovo prefere recuperar a sua esfera de influência junto das antigas repúblicas soviéticas, do que desenvolver uma parceria estratégica com o Ocidente.

“A bola está do lado dos europeus, se eles querem piorar as nossas relações, vão consegui-lo. Mas se quiserem manter relações estratégicas, o que é do nosso interesse e da Europa, por mim, está tudo bem”, declarou Medvedev a uma televisao francesa.

Na Abcásia e Ossétia do Sul o cenário é de festa. A população saiu às ruas e os tiros de alegria soaram pelas capitais das duas regiões separatistas.

As duas repúblicas estão prestes a assinar acordos de cooperação militar com a Rússia, que incluem a legalização da presença se soldados russos no território e o estabelecimento de uma zona tampão.

O reconhecimento da independência destes territórios legitima a presença militar do Kremlin na Geórgia, dizem os analistas. A Rússia mantém tanques e soldados junto às fronteiras georgianas das duas repúblicas, bem como à entrada de Poti, um importante porto comercial.

O presidente georgiano acusou Moscovo de “querer mudar as fronteiras pela força, pela primeira vez desde a II Guerra mundial”.

Em Tbilisi, um grupo de refugiados da Ossétia do Sul e da Abcásia juntaram-se em protesto, frente à embaixada russa. Empunhando a bandeira georgiana, mostram que nem todos os ossetas e abcases apoiam a decisão da Rússia.

Uma tomada de posição que surge seis meses depois da maior parte dos países dos 27 terem reconhecido a independência do Kosovo, contra a vontade da Rússia.

A tensão cresce ainda mais depois do anúncio russo de suspender a cooperação com a Nato.