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Rússia apela ao bom senso da União Europeia na análise da questão georgiana

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Rússia apela ao bom senso da União Europeia na análise da questão georgiana

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O presidente georgiano visitou esta noite a cidade de Poti, nas margens do mar negro, uma das várias zonas onde as tropas russas mantém postos de controlo, apesar da retirada militar da semana passada.

Mikhail Saakashvilli voltou a criticar a vontade de Moscovo de, “controlar as infraestruturas energéticas e a economia do país”, afirmando que, “o Kremlin está cada vez mais isolado na cena internacional”.

Mas, a União Europeia continua a vacilar face à perspectiva de aplicar sanções à Rússia, durante o Conselho Europeu extraordinário, que vai discutir a situação georgiana, na segunda-feira, em Bruxelas.

Depois de ter evocado a possibilidade de sancionar o país, o ministro dos negócios estrangeiros francês, Bernard Kouchner, afirmou ontem que, “a presidência francesa da União quer manter o diálogo e qualquer solução para o problema será política e não militar”.

O jornal britânico Daily Mail avançava ontem a informação de que o Kremlin poderia reduzir o fornecimento de gás caso a União Europeia aprovasse sanções na segunda-feira.

O primeiro-ministro russo Vladimir Putin, afirmou ontem que vai, “aguardar para ver a reacção de Bruxelas”, esperando que, “o bom senso prevaleça”, e que os 27, “façam uma análise objectiva sobre o que se passou na Ossétia do Sul e da Abcásia”.

Anteontem, Putin, tinha acusado os Estados Unidos de terem inflamado o conflito. A Geórgia cortou ontem as relações diplomáticas com a Rússia, depois do país ter reconhecido a independência das duas repúblicas separatistas do país. Um gesto unilateral que, mesmo os países tradicionalmente aliados do Kremlin, se recusam a aprovar.