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McCain quer ser o presidente de todos os descontentes com Bush

McCain quer ser o presidente de todos os descontentes com Bush
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O toque a reunir de John McCain soou ontem em Saint Paul, durante a convenção do partido republicano norte-americano. O veterano do Vietname, aceitou oficialmente a nomeação do partido como candidato às presidenciais de Novembro.

O Senador não hesitou em mostrar as feridas de guerra para evocar o combate das próximas semanas e apresentar-se de novo como um “dissidente” do partido, apelando à mudança, como o rival democrata. “Antes de mais quero deixar um aviso para os retrógados, despesistas, preguiçosos e egocêntricos políticos de Washington: a mudança está a chegar”.

Uma mensagem de mudança dirigida a todos os descontentes com a política do actual presidente, cujo nome, nunca citou durante o discurso, interrompido por alguns manifestantes pacifistas.

Na campanha de 2000, a “dissidência” de McCain não lhe tinha assegurado investidura. Oito anos depois é vista como a única forma dos republicanos poderem manter-se no poder.

McCain apresentou-se como o candidato de todos os americanos, apelando ao consenso e minimizando as críticas a Barack Obama. “Trabalhei com membros de todos os partidos para resolver problemas que tinham de ser resolvidos. É assim que governarei como presidente. Estou pronto a estender a mão a todos que queiram contribuir para que este país avance. Tenho o currículo e as cicatrizes necessárias e Obama não”, afirmou.

Palavras dirigidas antes de mais à audiência que acompanhou em directo, na televisão, o discurso do candidato.

O perfil de “dissidentes” do duo de candidatos republicanos está definido para a campanha: McCain vai tentar cativar o campo adversário com um discurso de abertura, equilibrando os temas sociais e a economia. Sarah Palin, a candidata a vice-presidente, vai assegurar a coesão dos militantes de base, com uma mistura de emoção e conservadorismo em torno dos temas caros aos republicanos.