Última hora
This content is not available in your region

Bancos centrais cortam taxas de juro

Bancos centrais cortam taxas de juro
Tamanho do texto Aa Aa

Sete dos maiores bancos centrais do mundo anunciaram medidas drásticas contra a crise financeira, com cortes de meio ponto percentual nas taxas de juro de referência. Esta acção concertada inclui a Reserva Federal norte-americana, o Banco Central Europeu e o Banco de Inglaterra.

A iniciativa partiu da Reserva Federal, presidida por Ben Bernanke. Jean-Claude Trichet, presidente do BCE, seguiu o exemplo. O anúncio foi feito ao mesmo tempo, para que tivesse um efeito de choque nos mercados.

A taxa de juro dos Estados Unidos volta a estar próxima de mínimos históricos, a 1,5%. Já a taxa do BCE passa dos 4,25% para os 3,75%.

O Reino Unido continua a ter o preço do dinheiro mais alto de todas as grandes economias do planeta. A taxa de juro passou dos 5% para os 4,5%. Neste caso, a decisão foi apenas antecipada em um dia, uma vez que o Banco de Inglaterra tinha previsto reduzir o preço do dinheiro na reunião desta quinta-feira.

Para Mike Dolan, editor da agência Reuters, prognósticos só no fim da crise: “Tudo isto, junto, pode pôr fim a esta situação, mas é precisa muita coragem para poder dizer quando. Esta acção tem um grande significado, por causa do carácter concertado. A maior parte das pessoas está a perceber que este é um problema global, que precisa de uma solução global”.

Apesar desta forte descida nas taxas directoras, as taxas intebancárias continuam em alta. A Euribor, usada como referência no mercado imobiliário, atingiu um novo recorde histórico esta quarta-feira.