A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.
Última hora

McCainn perde batalha dos debates televisivos

McCainn perde batalha dos debates televisivos
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

John McCainn tem apenas 19 dias para tentar abalar a pose presidencial de Barack Obama. Imperturbável, o candidato democrata saiu ontem vitorioso do terceiro e último debate de campanha.

O ex-militar McCainn falhou o alvo ao multiplicar os ataques e críticas ao rival, tendo de render-se ao tema da economia, e mesmo, provar que não é George Bush. “Senador Obama, eu não sou o presidente Bush, se pretendia candidatar-se contra Bush, deveria tê-lo feito há 4 anos. Eu quero dar um novo rumo à nossa economia e ao nosso país”.

Obama ripostou ao afirmar: “se eu tenho tendência a confundi-lo com o actual presidente é antes de mais porque o senador sempre foi um vigoroso apoiante das decisões de Bush, em termos de política fiscal, energética e orçamental”.

As últimas sondagens dão agora uma vantagem de 9 a 14 pontos percentuais a Obama cuja política social ganha destaque em tempos de crise, mesmo face a um personagem chamado “Joe o canalisador”.

“Não percebo porque é que quer subir os impostos, sobretudo neste período difícil, quando pequenos empresários como Joe o canalisador, querem criar emprego, porque é que quer tirar-lhe esse dinheiro para dispersar a riqueza?”, afirmou McCainn.

Resposta de Obama: “Os responsáveis de campanha do senador McCainn afirmavam, na semana passada, que se continuassem a falar de economia arriscavam a derrota e que necessitavam de mudar de tema. Mas eu quero que as próximas três semanas sejam dedicadas a falar de economia, sistema de saúde e energia”.

O canalisador do Ohio e a situação dos pequenos empresários, promete assim ser a derradeira arma do candidato republicano para tentar vencer o rival na batalha da política económica.

Longe do debate sobre a política militar e a luta anti-terrorista, McCainn tem agora de mudar de estratégia para travar a queda de popularidade face ao seu próprio eleitorado nos estados chave da Pensilvania e da Virginia.