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Sarkozy propõe a criação de fundos soberanos e de "um governo económico" para a Zona Euro

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Confortado pelo bom desempenho da presidência francesa da União Europeia, Nicolas Sarkozy apresentou-se decido em Estrasburgo para defender a refundação do capitalismo e tirar as lições da crise.

Perante os eurodeputados, o presidente francês afirmou que é a hora da Europa implementar as medidas que lhe permitam falar a uma só voz em tempos de crise. Segundo Sarkozy, a “Europa deve avançar com a ideia de refundação do capitalismo mundial, pois o que se passou, foi uma traição dos valores do capitalismo. Não se pôs em causa a economia de mercado”.

A França aproveita o momento para convocar uma cimeira europeia extraordinária para preparar as futuras reuniões internacionais sobre a economia mundial.

Mais controversa é a proposta de criar fundos soberanos, ou seja, fundos especiais de investimento, como já existem na Ásia e no Golfo Pérsico, para defender sectores industriais estratégicos.

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, acolhe com prudência a iniciativa, mesmo assim Nicolas Sarkozy pede que os Estados membros reflictam sobre a questão e sobre a possibilidade de coordenação dos vários fundos para ajudar a indústria europeia em tempos de crise.

Ainda menos consensual é a proposta de fazer emergir um verdadeiro “governo económico” na Zona Euro. A Alemanha opõe-se, temendo pela independência do Banco Central europeu. Mas a França volta a apresentar a ideia depois de a ter posto em prática, com a primeira reunião dos chefes de Estado e de governo da Zona Euro, a 12 de Outubro, que permitiu decidir os planos de salvamento dos bancos europeus.