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Accionistas do Fortis atacam BNP em tribunal

 Accionistas do Fortis atacam BNP em tribunal
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Um grupo de pequenos accionistas do banco belgo-holandês Fortis está decidido a parar o plano de salvamento do banco, que dizem estar a ser feita à custa deles. A queixa foi agora apresentada a um tribunal, em Bruxelas, que começou a analisar o caso.

Os vários milhares de accionistas minoritários, que detêm juntos três milhões de acções do banco, acusam o banco francês BNP Paribas, que comprou as actividades do Fortis na Bélgica e no Luxemburgo.

“É uma fraude, se olharmos para os salários e os bónus de que os dirigentes beneficiaram. É um escândalo perante o resto do mundo e as autoridades ainda pedem mais tempo, dizem que não volta a acontecer e não parecem querer punir acções deste tipo praticadas no passado”, diz um dos queixosos.

Como medida de salvamento, o governo belga, até agora accionista maioritário do Fortis, vendeu uma fatia de 75% ao BNP Paribas. A decisão deve em breve ser ratificada numa assembleia-geral de accionistas.

O advogado do BNP diz o que está em jogo: “A principal diferença é que eles estão a pôr em causa a cessão de activos, que é uma das componentes principais do plano de salvamento”.

Os pequenos accionistas criticam sobretudo a atitude do governo belga, que tomou a decisão impondo-se como gestor de facto do banco, em substituição dos órgãos dirigentes.

O Estado terá, segundo o grupo, cedido ao pânico e vendido os activos ao BNP a um preço demasiado baixo.