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Expatriados debatem em Bruxelas as presidenciais norte-americanas

 Expatriados debatem em Bruxelas as presidenciais norte-americanas
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No coração de Bruxelas, um bar transformou-se no abrigo dos norte-americanos residentes na capital belga que apoiam Obama. Vêm da terra do tio Sam e observam as eleições à distância. Votam por correio mas têm convicções fortes. Já escolheram o seu candidato e elegeram o representante democrata.

“Talvez haja pessoas que dizem que vão votar em Obama e não o façam, podem ter medo de assumir que não o farão. Mas haverá o mesmo número de pessoas do outro lado, que tem medo de dizer que vota Obama. São republicanos, mas vão fazê-lo.”

“Acho que Obama levou o debate à opinião pública e a abordagem dos democratas resultou de forma fantástica. Relembrou aos belgas que a América é isto: o debate. E não uma outra coisa, ou seja: ou estás connosco ou contra nós, esta é uma visão muito maniqueísta daquilo que a política é.”

É difícil encontrar republicanos em Bruxelas. Ironicamente um deles é um antigo democrata. Mike Kulbickas, actual presidente, na Bélgica, dos republicanos no estrangeiro mudou de lado após o 11 de Setembro.

“Acabei por perceber que não podia continuar a pertencer ao partido democrata. Havia lacunas sérias no que diz respeito à política internacional. Não é mau pertencer à minoria. É um desafio, tive que prescindir dos cocktails do partido e das conversas de café com as pessoas porque sou um grande apoiante do presidente Bush. Apesar da sua fraca popularidade e das suas falhas de comunicação, acho que tomou as decisões certas. Por isso é um desafio, mas também um orgulho, porque faço-o pelo meu país. Mas ergo-me a favor de um tipo de argumentação que nem sempre é bem descrita pela imprensa europeia.”

Num outro ponto da capital belga uma galeria de arte expõe obras de artistas norte-americanos. A maioria é pró-Obama; haverá aqueles que, naturalmente, se lhe opõem e há os que não têm uma opinião firmada sobre o assunto.

“A maioria dos europeus acreditam que Obama vai promover uma grande mudança nos Estados Unidos, não sei se é verdade, não tenho a certeza, estaria tentada a dizer que ambos os candidatos trarão a mudança.”

Estima-se que vivam no estrangeiro entre 4 e 7 milhões de norte-americanos. Nunca foi feito nenhum recenseamento oficial. O primeiro deverá acontecer em 2010.