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Bruxelas quer acabar com a calibragem dos frutos

Bruxelas quer acabar com a calibragem dos frutos
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Todos diferentes, todos igualmente bons. Esta é a opinião da Comissão Europeia que deseja agora pôr fim à padronização antes obrigatória de frutos e legumes.

Vinte e seis dos 36 frutos e legumes actualmente abrangidos pelas normas de forma e calibre obrigatórios poderão, em breve, estar livres destes “cânones de beleza”, se os Vinte e Sete aprovarem, esta quarta-feira, a proposta de Bruxelas.

Uma proposta sensata, explica Michael Mann, porta-voz da Comissão: “Actualmente, ainda há muitos desperdícios. Se as maçãs ou as cenouras ou outras não corresponderem aos padrões, por vezes, são deitadas fora. Nesta época de aumento dos preços dos alimentos, parece-nos um desperdício completamente estúpido. No futuro, quando isto for aprovado, as pessoas poderão vender maçãs, pepinos, peras, cenouras… de todos os tamanhos e feitios – desde que sejam de boa qualidade.”

A directiva sobre a forma e o tamanho dos frutos e legumes era um dos temas preferidos dos eurocépticos, que assim acusam, com ironia, a Europa, de excesso de regras.

Regras que têm, também, efeitos perversos na diversidade das espécies, como alerta
David Dejong, um agricultor belga: “Actualmente, na agricultura moderna, faz-se assim para o comércio: é tudo mais ou menos do mesmo tamanho. Mas, simultaneamente, perdemos as antigas variedades de sementes, porque trabalhamos com híbridos.”

Inicialmente contra a calibragem dos frutos e legumes, hoje, a Copa-Cogeca, a organização europeia dos agricultores, é contra o fim dessa mesma calibragem. Receia que, em vez de Bruxelas, passem a ser os hipermercados a ditar as regras sobre o tamanho, por exemplo, dos pepinos.