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As grandes linhas do plano do G20

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As grandes linhas do plano do G20

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Será, provavelmente, em Londres, que, em Abril próximo, os líderes do G20 vão fazer o primeiro balanço do plano de acção, agora aprovado em Washington. Um plano que repousa sobre certos princípios e algumas regras essenciais. Um deles, é a recusa do proteccionismo. Nesse sentido, os líderes mundiais comprometem-se mesmo a relançar, antes do final do ano, as negociações da OMC para a liberalização do comércio mundial.

Seguem-se o saneamento da regulação dos mercados financeiros e o reforço da cooperação internacional. Serão criados colégios de vigilância para todas as sociedades financeiras transnacionais. As normas de contabilidade relativas à estimação dos valores dos títulos financeiros complexos serão revistas para, a médio prazo, ser criar uma norma contabilística única mundial.

As agências de ‘rating’ estarão sujeitas a regras mais exigentes e o sistema financeiro mundial será, pouco a pouco, protegido das actividades desenvolvidas nos paraísos fiscais. Os Vinte acordaram também a reforma das instituições financeiras. Os recursos e os instrumentos do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional serão revistos e reavaliados. Estas instituições financeiras internacionais deverão igualmente reflectir melhor o peso crescente das economias emergentes.

Este plano de acção visa evitar que o mundo volte a sucumbir a crises como a de 1929 – a mais grave de todas. Foi o mergulho na Grande Depressão, cujas consequências indirectas se fizeram sentir até à Segunda Guerra Mundial. À semelhança de Bretton Woods, o acordo, agora alcançado, ainda vai precisar de vários meses para reformular o sistema financeiro internacional.