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Humanitários exigem tropas europeias na RDC

Humanitários exigem tropas europeias na RDC
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As organizações humanitárias internacionais exigiram ontem o envio imediato de uma força de paz europeia para a República Democrática do Congo, para evitar o que consideram ser uma crise humanitária grave.

O apelo surge após o Conselho de Segurança da ONU ter aprovado a mobilização de 3 mil capacetes azuis, que vão incorporar os 20 mil presentes no território, sob comando sul-africano.

Mas o contingente poderá demorar meses a chegar ao país, onde prosseguem os confrontos entre os rebeldes tutsis e o exército, apoiado por milícias hutu e da etnia Mai Mai.

Os combates, que prosseguem a dez quilómetros da capital, Goma, provocaram já mais de 250 mil refugiados e um número indeterminado de mortos, a maioria civis.

Jake Wadland, da organização Médicos Sem Fronteiras, fala de uma situação, “muito grave na província do Kivu norte. A zona Leste do país enfrenta uma crise humanitária, contam-se centenas de milhares de deslocados que tentam escapar aos combates”.

Os rebeldes tinham anunciado, na quarta-feira, uma retirada unilateral de uma das frentes de combate, para permitir a instalação dos homens da ONU, mas ontem os confrontos prosseguiam no norte da província do Kivu.

Bruxelas, que se recusa para já a enviar uma força de reacção rápida para o território, defendia ontem o combate à exploração ilegal dos minérios do país, cuja venda financia as forças rebeldes.