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Clinton: o braço direito de Obama

Clinton: o braço direito de Obama
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A imagem do presidente eleito dos Estados Unidos a viajar com a nova secretária de Estado vai ser divulgada frequentemente. A aliança Barack-Clinton, uma das hipóteses mais debatidas depois da derrota da ex-primeira dama nas primárias, tornou-se realidade. O analista Stephen Hess, considera que a pessoa que agora inicia o cargo – e é Hillary Clinton – percebe claramente, é uma veterana da política internacional, que, apesar de haver outros intervenientes, terá uma voz importante. Quando as decisões forem, finalmente, tomadas terá de as cumprir.

É de esperar que Hillary Clinton seja um pouco mais dura no desempenho do cargo do que Barack Obama prometeu durante a campanha. Na maioria dos temas estão de acordo mas na questão do Iraque, por exemplo, a posição de Clinton é mais reticente, pois já se declarou favorável a uma retirada rápida dos militares norte-americanos.

Repetiu vezes sem conta durante a campanha eleitoral que é perita em negócios estrangeiros e que os oitos anos na Casa Branca, como mulher do presidente, lhe permitiram conhecer de perto os dossiers mais quentes da actualidade, assim como a conhecer pessoalmente os chefes de Estado.

Aliás, Bill, o marido, é, ao mesmo tempo, a sua fraqueza e a sua força. Muitas actividades ligadas à caridade para as quais tem havido contribuições de origem duvidosa e uma fortuna pessoal construída depois da saída da Casa Branca, pesaram muito tempo na nomeação da mulher por causa dos riscos de conflito de interesses. Mas, a carreira política é mais importante, como reconhece um conselheiro da Casa Branca, Lanny Davis: “Bill Clinton fará o que for necessário, tudo o que o presidente eleito quiser no sentido de ajudar a mulher”.

O ex-presidente concordou com todas as condições impostas por Obama para eliminar potenciais conflitos de interesse com a entrada de Hillary para a Administração, sobretudo em função das actividades que ela desempenha na Fundação Bill Clinton. Aceitou, inclusivamente, publicar os nomes de vários e importantes doadores da Fundação (muitos dos quais políticos e até governos estrangeiros), procurando dessa forma dar a Barack Obama todos os elementos necessários à transparência da escolha.