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Cimeira Europeia encerra com triplo acordo

Cimeira Europeia encerra com triplo acordo
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É a satisfação, para Nicolas Sarkozy. A Cimeira que marca o final da presidência francesa da União terminou com três acordos, um para cada um dos grandes temas da agenda.

A começar pelo Tratado de Lisboa. Os Vinte e Sete concederam à Irlanda as excepções que ela pedia: a neutralidade militar, a autonomia fiscal e a garantia de que o aborto nunca será legalizado no país. Mas não só: a Irlanda manterá, também o seu comissário, como explica Nicolas Sarkozy, presidente em exercício da União: “O processo de ratificação do Tratado de Lisboa está relançado. Os irlandeses serão novamente consultados. E, para tal, concordámos, por unanimidade, que se o Tratado de Lisboa for ratificado por todos os Estados membros, cada Estado terá um comissário.” O outro grande tema era o pacote climático. Também aqui as negociações foram duras. Os objectivos para lutar contra o aquecimento global mantêm-se. Mas as formas de alcança-los foram negociadas país por país. Vários Estados membros receavam um impacto negativo nas suas indústrias, obrigadas a comprar a totalidade das suas autorizações de poluição. No caso da Polónia, por exemplo, as consequências seriam evidentes. “Um país como a Polónia, com 38 milhões de habitantes, depende, em 95% do carvão. Se não lhe permitíssemos diluir os esforços no tempo, isso significaria aumentos de 200 ou 300 por cento do preço da electricidade, para os consumidores polacos. Não é possível. Não é possível nem é socialmente aceitável”, afirma Sarkozy. O terceiro ponto da agenda também foi aprovado. Trata-se do plano de relançamento económico, preparado previamente pela Comissão, no valor de 200 mil milhões de euros, a maior parte dos quais – 170 mil milhões – sairá, na realidade, dos cofres dos próprios Estados membros. No entanto, a tentativa francesa de rediscutir a baixa do IVA em certos sectores foi adiada para o Ecofin de Março próximo.