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Imigrantes estrangeiros sem acolhimento no Norte de França

Imigrantes estrangeiros sem acolhimento no Norte de França
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As associações humanitárias francesas decidiram suspender a assistência às centenas de imigrantes ilegais que afluem ao Norte do país. Uma decisão que tem por objectivo pressionar o governo a ocupar-se da situação, seis anos após o então ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, ter encerrado o centro da Cruz vermelha de Sangatte.

A responsável de uma associação local afirma que, “ao início eram entre 250 e 300 imigrantes, quando aumentaram para 400 alertámos as autoridades e isso foi o ano passado. Hoje são mais de 800. Exigimos que o Estado assuma as suas responsabilidades”. Ultrapassadas pela situação, as diversas organizações exigem a reabertura do centro de acolhimento. Até hoje as igrejas locais ou um único balneário com apenas 4 casas de banho eram o único refúgio das centenas de clandestinos. Para a presidente da câmara de Calais, “não foi o Estado que decidiu colocar esta gente na rua, eles é que criaram esta situação e não querem aceitar nenhuma solução”. O governo mantém um centro de assistência provisório a mais de 60 quilómetros do local. O frio, a falta de assistência médica e de alimentação são uma constante nos campos de fortuna onde vivem actualmente mais de 500 estrangeiros. Originários do Iraque ou do Afeganistão, dezenas tentam diariamente infiltrar-se nos camiões ou barcos que atravessam o canal da Mancha para atingirem o território britânico.
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