Última hora
This content is not available in your region

Indústria automóvel com os olhos postos nos Estados Unidos

Indústria automóvel com os olhos postos nos Estados Unidos
Tamanho do texto Aa Aa

A indústria automóvel norte-americana aguarda desesperadamente pelo plano de resgate, chumbado ontem pelo Senado. Os principais construtores exigem ao governo 34 mil milhões de dólares para evitar a falência.

As vendas de automóveis caíram mais de 41% em Novembro, levando a cortes de produção e ao encerramento temporário de várias fábricas,como no estado do Michigan, onde uma empresa de fabrico de peças de automóvel já reduziu em um terço o número de trabalhadores. Danny Bobowski, um dos funcionários, confessa que, “os operários perguntam-me todos os dias se não vamos fechar na próxima semana, se vamos continuar a ter trabalho”.

Cerca de 70% das peças utilizadas pela Ford, Chrysler ou General Motors são fabricadas por pequenas fábricas norte-americanas ou localizadas no estrangeiro. Para Peter Dodd, “o barco está afundar-se, e mais do que reflectir sobre as razões do naufrágio é importante lançar os barcos salva-vidas”. A recusa do Senado em desbloquear 14 mil milhões de dólares de ajuda tinha mergulhado ontem os mercados bolsistas mundiais no vermelho, antes da Casa Branca anunciar estar a estudar uma solução alternativa. Para o analista Dariusz Kowalczyk, “há o risco de assistirmos a mais despedimentos no sector, o que poderá agravar a recessão ao longo do Pacífico e se tal acontece os mercados asiáticos vão precisar de muito mais tempo para recuperarem da recessão”.

Os construtores automóveis estão assim de olhos postos nos Estados Unidos. A General Motors já anunciou que vai reduzir a produção no próximo trimestre em 250 mil viaturas e encerrar temporariamente 20 fábricas nos Estados Unidos. No total, são mais de 2 milhões de postos de trabalho em risco. Washington não poupa no entanto críticas a um sector que, longe dos anos gloriosos da Ford, não soube inovar para adaptar-se às novas necessidades do mercado em termos de economia e exigências ambientais.