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Novo disco de Titi Robin

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O guitarrista francês, Titi Robin, tem novo albúm a que deu o títuo de Kali Sultana.

É um caleidoscópio fabuloso, por onde desfilam imagens vindas do Oriente e do Ocidente. Titi Robin conduz-nos através da Índia, com regresso pelo Mediterrâneo, com as raízes ciganas e árabes como anfitriãs de uma música invulgarmente bela. “Kali Sultana é um símbolo, porque é o momento do símbolo e da… e da beleza, é isso que eu procuro como artista…é isso também. Sultana é uma rainha, Kali quer dizer negra, portanto, é uma rainha negra. Kali é uma deusa também e, na minha história, eu tive um encontro com esta deusa, Kali, por vezes, um encontro com a divindade, por vezes um encontro com esta deusa que é incarnada em pessoas, com quem convivi”, explica o músico E completa: “Kali é muito violenta, mais isso permite-lhe também expressar-se, resolver coisas e, na minha música, ela tem sempre o poder de expressar ideias, as mais doces, assim como, as mais violentas”. Depois de mais de 30 anos, Titi Robin continua a falar com ciganos e árabes, para explorar as suas culturas musicais. Sempre na companhia do acordeonista Francis Varis e do percursionista brasileiro, José Luis Nascimento. “Eu tenho a sorte de ser herdeiro de várias culturas: uma cultura francesa e mediterrânica, e uma cultura cigana e oriental, cresci com isto. O problema é encontrar uma harmonia entre as diferenças culturais, mas é também uma riqueza, sobre a qual, me apoio”, diz Titi Robin. Inspirado por uma cultura musical oriental, ele prefere os temas que lhe permitam a improvisão, a expontaneidade, a melodia feita em cada momento. “Na minha música – diz – há uma parte de improvisação que é importante e, como é uma música colectiva, esta que acontece em Kali Sultana, forçosamente, cada momento deve ter a sua palavra e, nas improvisações, isso separa-se muito”. Até Fevereiro de 2009, Titi Robin vai percorrer toda a França, para promover “Kali Sultana”.