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Sarkozy enfrenta jornada de descontentamento

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Esta é a segunda manifestação nacional em dois meses e a mobilização terá ultrapassado três milhões de manifestantes em toda a França.

A segurança foi sensivelmente reforçada em Paris e em outras grandes cidades para tentar controlar previsíveis distúrbios. Para Jean claude Maillay, da Force Ouvrière “o governo não pode ficar à espera. Há conflitos graves e se ele não responde haverá outros e nós estaremos na origem desses conflitos”. O movimento de protesto é apoiado por uma grande maioria dos franceses, com 78 por cento a considerarem “justificada”. O primeiro-ministro francês, François Fillon, advertiu que não haverá “nenhum envelope suplementar” depois dos 2,6 mil milhões de euros acordados a 18 de Fevereiro para as famílias mais desfavorecidas e adverte que por causa disso o déficit duplicou este ano mas não pode continuar. “Ir além desta margem seria hipotecar as gerações futuras mas sobretudo impedir a retoma”. As manifestações acabaram em confrontos com a poícia. Os sindicatos exigem ao Governo que proteja o emprego, que dê aumentos salariais e que incremente medidas em defesa do poder de compra.