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Região de Abruzzo vive horas dramáticas

Região de Abruzzo vive horas dramáticas
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Quase três dezenas de cidades e aldeias da região montanhosa, a uma centena de quilómetros de Roma, estão parcial ou totalmente destruídas.

Mais de dez mil edifícios, históricos mas também recentes, foram atingidos e as réplicas que continuam a fazer-se sentir afectam a estabilidade dos prédios que restam. Mas as operações de socorro prosseguem. As autoridades esperam instalar ainda hoje um hospital de campanha e um acampamento com tendas para cerca de 20 mil pessoas. A zona mais afectada é Áquila, epicentro do sismo. O centro histórico está agora ruínas. Na cidade, com cerca de 70 mil habitantes, há prédios que ficaram reduzidos a pó e teme-se que haja dezenas de pessoas presas nos escombros. Os voluntários queixam-se de falta de meios. Durante horas, as equipas de socorro escavaram com as próprias mãos. O desastre ultrapassou toda a capacidade de reacção. O hospital da cidade ficou também parcialmente destruído, há apenas um bloco operatório em funcionamento, não há água potável e os médicos são obrigados a socorrer as pessoas na rua. O ministro da Saúde fez um apelo à doação de sangue. A polícia já registou cenas de pilhagem e realizou diversas detenções.