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Cimeira das Américas termina sem declaração final

Cimeira das Américas termina sem declaração final
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A V cimeira das Américas termina sem declaração final, um facto que ensombra o sucesso do encontro em Trindade e Tobago.

A Casa Branca fala mesmo assim de um verdadeiro sucesso, tendo em conta que Barack Obama seduziu os líderes da América Latina, incluindo os mais críticos. Washington concretizou os seus objectivos: abrir uma nova era nas relações com a América Latina, após a época Bush, visto como um diabo na região. No final, o presidente americano reconheceu que a cimeira decorreu num ambiente de diálogo e “encontros como este facilitam a tarefa aos países amigos, como o México ou a Colômbia, que são parceiros com experiência em questões como a luta contra o tráfico de droga”. Segundo Obama, “é mais fácil eles trabalharem connosco, porque os países vizinhos e as populações vêem-nos como uma força fiável”. Cuba dominou os debates, apesar da ausência física dos líderes cubanos. O presidente americano está disposto a dialogar com o regime castrista. Obama levantou algumas das restrições, mas o fim do embargo não está ainda na agenda. O presidente americano vê mesmo assim como um sinal de progresso, “o facto de Raúl Castro dizer que está disponível para dialogar não só sobre o fim do embargo, mas também de direitos humanos e da questão dos prisioneiros políticos”. Devido ao impasse sobre Cuba, os países da Alternativa Bolivariana para as Américas impediram um consenso e a assinatura da declaração final. Rafael Correa, presidente do Equador, explica que a declaração não falava de Cuba e não tratava como deveria da questão da imigração. Acabava por ser um documento fraco, um texto meramente protocolar. Apesar das divergências, a cimeira decorreu num ambiente de cordialidade que ninguém esperava. Os gestos mais surpreendentes vieram da Venezuela, o líder da contestação regional a Washington. O presidente Hugo Chavez anunciou que vai reatar as relações diplomáticas com os Estados Unidos, cortadas desde Setembro.